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Tecendo a Escritura

Olá, Nosso Blog é uma janela de acesso aos textos escritos no Laboratório de Criação Literária, in-disciplina desgovernada pelo Cid, professor da Universidade Federal do Ceará. Boa leitura!

antes durante depois antes

(antes) pensei que seria fácil dizer o que os sentidos buscam, que a carne mandaria todas as sintonias que o cérebro detona silenciosamente. pensei que seria simples repetir os detalhes já sacralizados pelos seres que já sentiram sem saber o que e porque. pensei e formulei hipóteses claras e evidentes para os atos que não sabem o que buscam e mesmo assim carregam em si a tontura do desejo. (durante) senti que tua presença morde meus sentidos e pede de mim uma força que a cada dia é outra. senti que você, que sorri pra mostrar dor, está decidido a dar vida ao que vibra. senti que o silêncio a dois é vergonhoso e que acostumar com é sentir-se bem com. senti que o tempo machuca, sempre insuficiente. senti o cansaço de sentir pulsar, sem um movimento. senti em teu cheiro o sabor do mundo, um mundo só teu. senti o mundo esvaziar ao ouvir tua voz, sempre a narrar efemeridades. (depois) percebi a carne esmorecer de tanto vibrar. percebi que os detalhes são, respiram a nosso lado. percebi que tua presença sufocava o mundo, o meu. percebi que teu sorriso é um disfarce pra dor. percebi que o tempo tem sua razão de ser, perdurando em tua presença. percebi que o silêncio a dois é conseguir estar só em si. percebi que pensar e sentir é não perceber. (antes)
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contato suspenso

tentando manter o domínio sobre a postura, curvou-se em busca do melhor foco. soube, neste momento, que seus olhos não eram mais suficientes para encontrar o mundo. abdicou da postura e encomendou lentes de contato. cada dia mais atento ao desenrolar dos fatos em redor, com a visão já não tocava as coisas. era, então, à espreita do verbo que as coisas ganhavam forma.  escolheu suas palavras favoritas para aprisionar quem lhe era caro. mas não ali. negócios são negócios. tentava a pena manter-se preso à ação. escrever no silêncio era absurdamente impossível. o ruído deformado do mundo lhe fazia falta. fechava os olhos para formar palavras. escutar a materialização dos sons era como vê-las nascer. e repetia. repetia sempre com o mesmo vigor. tirou as lentes e se pôs a escrever. lidar com as palavras é isso: estar cego para o mundo.
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contorno


no balbucio dos dedos a saliva se entorna
horizonte que assoma impreciso
curso que se faz no exercício
do pouco que a linha
sem pressa
indicia
descortina-se o temor da luz
súbito vergar da folha que vela
indistintas paisagens
farol e sombra do pulso latejando
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desvio


a intensidade do gesto trazia o dizer
a continuidade do gesto fazia o ser
o terreno foi conquistado na força do gesto
no avesso da dobradura
o agora que fosse era sem ser
branco de ausência ausente de poder
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Sem título

Amanhece
sem perceber
o dia acaba.
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Romance - introduçao


Romance : O diário de Penélope Dedalus

Priscilla Falcão

Parte I – Memórias do Gato Filosofo

Meia-Noite.A lua já vai alta no céu e as minhas patas percorrem os telhados,á noite batidos pela luz prata da lua.É bom depois de tanto tempo ainda sentir o vento e o orvalho da noite entre meus pelos ,ao longe as ondas frias do mar transbordante sussurra respostas curtas às perguntas sem resposta no infinito.
Falar de lembranças é como tentar pegar raios de sol.
Por mais vivos e brilhantes ,evenescem em nossas mãos ,só fica o calor ávido e ador profunda no coração.
Falar de alguém que gostamos é suspeito.Sempre escondemos seus crimes e erros,e exageramos seus dotes.
Mas estou aqui para falar de humanidade.
Depois de tão poucos anos de vida ;nesse momento queria ser humano e viver cem ,e experimentar,e cair,e levantar, e sofrer ,e amar.
Mas sete ou nove vidas não ajudam são mínimas ,os instintos também não colaboram ,não me faz sentir o que eu queria sentir.
Mas vou contar o que vi,os sorrisos que presenciei ,os erros ,as culpas ,os medos,e os desejos...
As coisas mais sombrias e os momentos de luz...d um ser humano estranho por fotra e  cheio repleto de infinito.
Alguém que sonha coisas impossivelmente simples ,como tirar fotos de jardim e colher borboletas ;alguém que quer algo do céu e gotas sem sal do mar.alguem cujo beijo mais doce seria numa manha de inverno,em que o sol pálido entre as nuvens carregadas beija as peles enquanto as bocas se tocam...frio por fora quente por dentro...alguem que lê avidamente ...chora com os versos belos,que odeia cenas de amor patéticas ,que festeja os heroísmos ,que se expressiona com os horrores e ardores e se impressiona com os momentos infinitos dos pores-de-sol.
Seu Nome:Penélope Dedalus.
Nesse momento as ondas como que repetem esse nome ...as ondas o ornaram...nem Vênus,nem Hera,nem Atenas imaginaram Perséfone tão humanizada,mas que ainda procura seu Hades ,ou seu Ulisses,talvez este ainda esteja lutando comas sereiaS OU tentando escapar das magias de Circe.
Os deuses não imaginaram tamanha heroína.Mas seus trabalhos são de outra ordem...As mitologias se misturam ...
Mas o humano permanece...
E começamos pela primeira vez que a encontrei ...
Numa Noite como esta ,há 5 anos atrás...
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Pois ,Nao!!!

Pois não!!

-Queijo torrada goiabada e mel.Ah!...e um copo de chá fraco..sem açúcar...
-Pois,não!!!
-Oh!Giacomo quando voltas para a Itália?
-Italia,Itália ..nao preciso mais dela.. não preciso mais de pátrias pútridas me prseguindo..
Cansaço...
-mas mais uma vez perdeste teus rumos..-perdi-me,perdeu-se...acabou...
O que se foi...as armas depõem-se...
Convergem...

-Goibada ou  mel?
-nenhum

-mas sabes ernesto,não sei mais o que esperar e espero ,já desescrevi sobre tudo e prenuncio não há mais amanha nas minhas palavras...
-como não se mesmo a existência inexistente das palavras pesrsiste.

-está na época do trigo?
-não mas nessa regiao  eles são cultivados ate fora das estações.
-ouro que entrança as linhas que escrevo.
-mais alguma coisa?

-acredito somente que as coisas existem   porque sonhamos
-Giacomo...tu e tuas literaturas de quinta


-um café preto e uma água !
-Pois,não!
-Ah!que saudades deste solo que alimentou...saudades dos teus dedos e da grama sobre nos

-Ernesto,minhas palavras são círculos rolando pelo ar..
-Voce sabe que  os círculos de luz constroem o amanha
-mas o amanha não existe para as minhas palavras...o amanha...
O momento infinito da abertura e do fechamento ...sacrilegios num momento tão puro...dor e ardência nas paredes do meu ser...quero viver uma vida de alma em que não exista tempo...discursos de guerra e bocas fechadas...
Apenas caminho...
-Giacomo,a construção do hoje...
-Ernesto ,as sensações sentidas do amanha...

-ach!esse ar frio irrita minhas narinas.
-se agasalhe bem é na próxima estação.

-Ai esta ele ! imagine ,Giacomo divagava sobre o tempo  mas me diga meu caro .Que achas tu do amanha ?
-celulas do indivisível,clã do sobrenatural meu caro Ernesto!
Comprovadamente existente.
-quase me convenceste meu caro Frederico.
-natural da época em que me transportei-me.
-Ah!Giacomo!!!o que  te  faltas?
-saber que não há poeira ,nem luz,nem palavras...
-de fato meu caro Giacomo.o amanha existe...
Implacável...incontrolavel..como um ciclope furioso
-entao plantaremos e amanha se colhera
-macularemos e amanha se purificara
-escreveremos e amanha se libertara

-3 passagens por favor!
-qual destino?
-o amanha insondável...ha!ha!
-Pois,não!!!

-pois não o que os senhores desejam devorar?
-o mundo e suas medidas mesquinhas
-esse prato vem acompanhado de palavras luz e infinito.E um pouco de amanha.
-sabe Ernesto,de repente me sinto em casa.
-estamos na pátria perdida,Giacomo.
-sim,mas falta um coisa meus companheiros.
-posso trazer os pratos?
-sim,mas com um copo de sombra gelada e insondável...
-Pois não!!!


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sobre amor

Sobre o Amor...

Penso
Um ar ,um passo insóbrio,um corpo vazio
Algo aqui não consegue exprimir .Nao esta aqui.Frio.Solidao.As palavras são insuficientes,tornam-se companheiras
A primevera escorre em cachos de flores pelas arvores
O sol pardo e frio da manha  invadindo minha janela...convidando-me...e esse AQUI  infinito...
Um cheiro passa e me envolve estou só .
Vozes me falam me gritam me ensurdecem.
E não ouço.Sinto.Alheio-me destas coisas que restringem a felicidade .A felicidade dsse momento carregado de infinitos.
(e não ouso dizer as palavras proibidas)
Não ouso dizer aquilo que me enlouuece,que me atormenta,que me alucina.
Nunca foi tão difícil dizer
Um furor.Um desejo.
Algo que me faz mortal e humano.
Se eu fosse um deus ,todas as estações seriam para ti ,Quero ver-te em meio a chuva,frio,teu nariz roxo e os lábios tremendo;um corpo abalado pelo medo e o desejo de infinito.Eu dar-te-ei.
Gosto de ver o sol beijar tua pele nas manhas .
Acordamos  juntos .
Gosto do cheiro de for dos lençóis :alfazema e camomila...
Gosto das violetas em um jarro branco no canto da parede...
E o chão de ladrilhos vermelhos.gosto de por alguns momentos respirar o mesmo ar que respiras  .QUENTE.
Gosto dos moveis de madeira rústica,gosto de olhar pela janela e ver a cidade despertando ,gosto de velar teu sono...
Dos teus livros velhos e que tantos amas,como ás vezes confessa,mais do que a mim.
Gosto de te ver falar sobre literatura.
E da tua necessidade de escrever no meio da noite.
(as arvores não sabem o vento não sabe só os meus gatos e algumas flores)
Aquelas flores da mesa da sala de jantar
Você não sabe...
Sensação de indefinido
Mas eu sei das flores que mais gostas
Sei dos teus sorrisos e que danças com as ondas ,a luz dos teus olhos brinca e se perde com as estrelas e sua fraca luz..
Tua voz brinca com o barulho do mar.
Brinco de olhar-te e pero-me
A porta esta aberta e sei que não posso ir ver-te
Por que tu te ocupas tanto.
Sempre escrevendo,lendo ,trabalhando,
E eu aqui pensando-te,olhando-te...
Querendo dizer-te algo.
Algo...
Mas sabe eu prefiro mesmo é fazer –te sentir
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    (antes) pensei que seria fácil dizer o que os sentidos buscam, que a carne mandaria todas as sintonias que o cérebro detona silenciosamente. pensei que seria simples repetir os detalhes já sacralizados pelos seres que já sentiram sem saber o que e porque. pensei e formulei hipóteses claras e evidentes para os atos que não sabem o que buscam e mesmo assim carregam em si a tontura do desejo. (durante) senti que tua presença morde meus sentidos e pede de mim uma força que a cada dia é outra. senti que você, que sorri pra mostrar dor, está decidido a dar vida ao que vibra. senti que o silêncio a dois é vergonhoso e que acostumar com é sentir-se bem com. senti que o tempo machuca, sempre insuficiente. senti o cansaço de sentir pulsar, sem um movimento. senti em teu cheiro o sabor do mundo, um mundo só teu. senti o mundo esvaziar ao ouvir tua voz, sempre a narrar efemeridades. (depois) percebi a carne esmorecer de tanto vibrar. percebi que os detalhes são, respiram a nosso lado. percebi que tua presença sufocava o mundo, o meu. percebi que teu sorriso é um disfarce pra dor. percebi que o tempo tem sua razão de ser, perdurando em tua presença. percebi que o silêncio a dois é conseguir estar só em si. percebi que pensar e sentir é não perceber. (antes)

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    contato suspenso

    tentando manter o domínio sobre a postura, curvou-se em busca do melhor foco. soube, neste momento, que seus olhos não eram mais suficientes para encontrar o mundo. abdicou da postura e encomendou lentes de contato. cada dia mais atento ao desenrolar dos fatos em redor, com a visão já não tocava as coisas. era, então, à espreita do verbo que as coisas ganhavam forma.  escolheu suas palavras favoritas para aprisionar quem lhe era caro. mas não ali. negócios são negócios. tentava a pena manter-se preso à ação. escrever no silêncio era absurdamente impossível. o ruído deformado do mundo lhe fazia falta. fechava os olhos para formar palavras. escutar a materialização dos sons era como vê-las nascer. e repetia. repetia sempre com o mesmo vigor. tirou as lentes e se pôs a escrever. lidar com as palavras é isso: estar cego para o mundo.

    [+/-]

    contorno


    no balbucio dos dedos a saliva se entorna
    horizonte que assoma impreciso
    curso que se faz no exercício
    do pouco que a linha
    sem pressa
    indicia
    descortina-se o temor da luz
    súbito vergar da folha que vela
    indistintas paisagens
    farol e sombra do pulso latejando

    [+/-]

    desvio


    a intensidade do gesto trazia o dizer
    a continuidade do gesto fazia o ser
    o terreno foi conquistado na força do gesto
    no avesso da dobradura
    o agora que fosse era sem ser
    branco de ausência ausente de poder

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    Sem título

    Amanhece
    sem perceber
    o dia acaba.

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    Romance - introduçao


    Romance : O diário de Penélope Dedalus

    Priscilla Falcão

    Parte I – Memórias do Gato Filosofo

    Meia-Noite.A lua já vai alta no céu e as minhas patas percorrem os telhados,á noite batidos pela luz prata da lua.É bom depois de tanto tempo ainda sentir o vento e o orvalho da noite entre meus pelos ,ao longe as ondas frias do mar transbordante sussurra respostas curtas às perguntas sem resposta no infinito.
    Falar de lembranças é como tentar pegar raios de sol.
    Por mais vivos e brilhantes ,evenescem em nossas mãos ,só fica o calor ávido e ador profunda no coração.
    Falar de alguém que gostamos é suspeito.Sempre escondemos seus crimes e erros,e exageramos seus dotes.
    Mas estou aqui para falar de humanidade.
    Depois de tão poucos anos de vida ;nesse momento queria ser humano e viver cem ,e experimentar,e cair,e levantar, e sofrer ,e amar.
    Mas sete ou nove vidas não ajudam são mínimas ,os instintos também não colaboram ,não me faz sentir o que eu queria sentir.
    Mas vou contar o que vi,os sorrisos que presenciei ,os erros ,as culpas ,os medos,e os desejos...
    As coisas mais sombrias e os momentos de luz...d um ser humano estranho por fotra e  cheio repleto de infinito.
    Alguém que sonha coisas impossivelmente simples ,como tirar fotos de jardim e colher borboletas ;alguém que quer algo do céu e gotas sem sal do mar.alguem cujo beijo mais doce seria numa manha de inverno,em que o sol pálido entre as nuvens carregadas beija as peles enquanto as bocas se tocam...frio por fora quente por dentro...alguem que lê avidamente ...chora com os versos belos,que odeia cenas de amor patéticas ,que festeja os heroísmos ,que se expressiona com os horrores e ardores e se impressiona com os momentos infinitos dos pores-de-sol.
    Seu Nome:Penélope Dedalus.
    Nesse momento as ondas como que repetem esse nome ...as ondas o ornaram...nem Vênus,nem Hera,nem Atenas imaginaram Perséfone tão humanizada,mas que ainda procura seu Hades ,ou seu Ulisses,talvez este ainda esteja lutando comas sereiaS OU tentando escapar das magias de Circe.
    Os deuses não imaginaram tamanha heroína.Mas seus trabalhos são de outra ordem...As mitologias se misturam ...
    Mas o humano permanece...
    E começamos pela primeira vez que a encontrei ...
    Numa Noite como esta ,há 5 anos atrás...

    [+/-]

    Pois ,Nao!!!

    Pois não!!

    -Queijo torrada goiabada e mel.Ah!...e um copo de chá fraco..sem açúcar...
    -Pois,não!!!
    -Oh!Giacomo quando voltas para a Itália?
    -Italia,Itália ..nao preciso mais dela.. não preciso mais de pátrias pútridas me prseguindo..
    Cansaço...
    -mas mais uma vez perdeste teus rumos..-perdi-me,perdeu-se...acabou...
    O que se foi...as armas depõem-se...
    Convergem...

    -Goibada ou  mel?
    -nenhum

    -mas sabes ernesto,não sei mais o que esperar e espero ,já desescrevi sobre tudo e prenuncio não há mais amanha nas minhas palavras...
    -como não se mesmo a existência inexistente das palavras pesrsiste.

    -está na época do trigo?
    -não mas nessa regiao  eles são cultivados ate fora das estações.
    -ouro que entrança as linhas que escrevo.
    -mais alguma coisa?

    -acredito somente que as coisas existem   porque sonhamos
    -Giacomo...tu e tuas literaturas de quinta


    -um café preto e uma água !
    -Pois,não!
    -Ah!que saudades deste solo que alimentou...saudades dos teus dedos e da grama sobre nos

    -Ernesto,minhas palavras são círculos rolando pelo ar..
    -Voce sabe que  os círculos de luz constroem o amanha
    -mas o amanha não existe para as minhas palavras...o amanha...
    O momento infinito da abertura e do fechamento ...sacrilegios num momento tão puro...dor e ardência nas paredes do meu ser...quero viver uma vida de alma em que não exista tempo...discursos de guerra e bocas fechadas...
    Apenas caminho...
    -Giacomo,a construção do hoje...
    -Ernesto ,as sensações sentidas do amanha...

    -ach!esse ar frio irrita minhas narinas.
    -se agasalhe bem é na próxima estação.

    -Ai esta ele ! imagine ,Giacomo divagava sobre o tempo  mas me diga meu caro .Que achas tu do amanha ?
    -celulas do indivisível,clã do sobrenatural meu caro Ernesto!
    Comprovadamente existente.
    -quase me convenceste meu caro Frederico.
    -natural da época em que me transportei-me.
    -Ah!Giacomo!!!o que  te  faltas?
    -saber que não há poeira ,nem luz,nem palavras...
    -de fato meu caro Giacomo.o amanha existe...
    Implacável...incontrolavel..como um ciclope furioso
    -entao plantaremos e amanha se colhera
    -macularemos e amanha se purificara
    -escreveremos e amanha se libertara

    -3 passagens por favor!
    -qual destino?
    -o amanha insondável...ha!ha!
    -Pois,não!!!

    -pois não o que os senhores desejam devorar?
    -o mundo e suas medidas mesquinhas
    -esse prato vem acompanhado de palavras luz e infinito.E um pouco de amanha.
    -sabe Ernesto,de repente me sinto em casa.
    -estamos na pátria perdida,Giacomo.
    -sim,mas falta um coisa meus companheiros.
    -posso trazer os pratos?
    -sim,mas com um copo de sombra gelada e insondável...
    -Pois não!!!


    [+/-]

    sobre amor

    Sobre o Amor...

    Penso
    Um ar ,um passo insóbrio,um corpo vazio
    Algo aqui não consegue exprimir .Nao esta aqui.Frio.Solidao.As palavras são insuficientes,tornam-se companheiras
    A primevera escorre em cachos de flores pelas arvores
    O sol pardo e frio da manha  invadindo minha janela...convidando-me...e esse AQUI  infinito...
    Um cheiro passa e me envolve estou só .
    Vozes me falam me gritam me ensurdecem.
    E não ouço.Sinto.Alheio-me destas coisas que restringem a felicidade .A felicidade dsse momento carregado de infinitos.
    (e não ouso dizer as palavras proibidas)
    Não ouso dizer aquilo que me enlouuece,que me atormenta,que me alucina.
    Nunca foi tão difícil dizer
    Um furor.Um desejo.
    Algo que me faz mortal e humano.
    Se eu fosse um deus ,todas as estações seriam para ti ,Quero ver-te em meio a chuva,frio,teu nariz roxo e os lábios tremendo;um corpo abalado pelo medo e o desejo de infinito.Eu dar-te-ei.
    Gosto de ver o sol beijar tua pele nas manhas .
    Acordamos  juntos .
    Gosto do cheiro de for dos lençóis :alfazema e camomila...
    Gosto das violetas em um jarro branco no canto da parede...
    E o chão de ladrilhos vermelhos.gosto de por alguns momentos respirar o mesmo ar que respiras  .QUENTE.
    Gosto dos moveis de madeira rústica,gosto de olhar pela janela e ver a cidade despertando ,gosto de velar teu sono...
    Dos teus livros velhos e que tantos amas,como ás vezes confessa,mais do que a mim.
    Gosto de te ver falar sobre literatura.
    E da tua necessidade de escrever no meio da noite.
    (as arvores não sabem o vento não sabe só os meus gatos e algumas flores)
    Aquelas flores da mesa da sala de jantar
    Você não sabe...
    Sensação de indefinido
    Mas eu sei das flores que mais gostas
    Sei dos teus sorrisos e que danças com as ondas ,a luz dos teus olhos brinca e se perde com as estrelas e sua fraca luz..
    Tua voz brinca com o barulho do mar.
    Brinco de olhar-te e pero-me
    A porta esta aberta e sei que não posso ir ver-te
    Por que tu te ocupas tanto.
    Sempre escrevendo,lendo ,trabalhando,
    E eu aqui pensando-te,olhando-te...
    Querendo dizer-te algo.
    Algo...
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