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Tecendo a Escritura

Olá, Nosso Blog é uma janela de acesso aos textos escritos no Laboratório de Criação Literária, in-disciplina desgovernada pelo Cid, professor da Universidade Federal do Ceará. Boa leitura!
Mostrando postagens com marcador Texto dramático. Mostrar todas as postagens
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Pois ,Nao!!!

Pois não!!

-Queijo torrada goiabada e mel.Ah!...e um copo de chá fraco..sem açúcar...
-Pois,não!!!
-Oh!Giacomo quando voltas para a Itália?
-Italia,Itália ..nao preciso mais dela.. não preciso mais de pátrias pútridas me prseguindo..
Cansaço...
-mas mais uma vez perdeste teus rumos..-perdi-me,perdeu-se...acabou...
O que se foi...as armas depõem-se...
Convergem...

-Goibada ou  mel?
-nenhum

-mas sabes ernesto,não sei mais o que esperar e espero ,já desescrevi sobre tudo e prenuncio não há mais amanha nas minhas palavras...
-como não se mesmo a existência inexistente das palavras pesrsiste.

-está na época do trigo?
-não mas nessa regiao  eles são cultivados ate fora das estações.
-ouro que entrança as linhas que escrevo.
-mais alguma coisa?

-acredito somente que as coisas existem   porque sonhamos
-Giacomo...tu e tuas literaturas de quinta


-um café preto e uma água !
-Pois,não!
-Ah!que saudades deste solo que alimentou...saudades dos teus dedos e da grama sobre nos

-Ernesto,minhas palavras são círculos rolando pelo ar..
-Voce sabe que  os círculos de luz constroem o amanha
-mas o amanha não existe para as minhas palavras...o amanha...
O momento infinito da abertura e do fechamento ...sacrilegios num momento tão puro...dor e ardência nas paredes do meu ser...quero viver uma vida de alma em que não exista tempo...discursos de guerra e bocas fechadas...
Apenas caminho...
-Giacomo,a construção do hoje...
-Ernesto ,as sensações sentidas do amanha...

-ach!esse ar frio irrita minhas narinas.
-se agasalhe bem é na próxima estação.

-Ai esta ele ! imagine ,Giacomo divagava sobre o tempo  mas me diga meu caro .Que achas tu do amanha ?
-celulas do indivisível,clã do sobrenatural meu caro Ernesto!
Comprovadamente existente.
-quase me convenceste meu caro Frederico.
-natural da época em que me transportei-me.
-Ah!Giacomo!!!o que  te  faltas?
-saber que não há poeira ,nem luz,nem palavras...
-de fato meu caro Giacomo.o amanha existe...
Implacável...incontrolavel..como um ciclope furioso
-entao plantaremos e amanha se colhera
-macularemos e amanha se purificara
-escreveremos e amanha se libertara

-3 passagens por favor!
-qual destino?
-o amanha insondável...ha!ha!
-Pois,não!!!

-pois não o que os senhores desejam devorar?
-o mundo e suas medidas mesquinhas
-esse prato vem acompanhado de palavras luz e infinito.E um pouco de amanha.
-sabe Ernesto,de repente me sinto em casa.
-estamos na pátria perdida,Giacomo.
-sim,mas falta um coisa meus companheiros.
-posso trazer os pratos?
-sim,mas com um copo de sombra gelada e insondável...
-Pois não!!!


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Dose

E no desmantelo da tarde tudo acabou:. a casa caiu, buraco no chão, tem gente no rio, prédio afundou. quem mandou deus quebrar o mundo em dois? em três? já ouviu dizer que o mundo está pior do que bolacha de água e sal? mais esfarelado do que quando o diabo manda? O diabo não manda, atenta. Atenta... atenta pras coisas horrorosas que deus faz, querendo inventar de mudar o mundo assim na hora que lhe apraz. Rapaz, diga isso não. Digo! e grito: deus sabe de nada, quando falta farinha e feijão, bate logo o pé, criando terremoto, maremoto e traz tudo que é de coisa ruim pra esse mundo, miudinho, como se fosse o chaveiro dele. Tu pensa que é quem? Eu sou qualquer um, só não sou cabra ruim feito deus. Rapaz... Se deus fosse gente num tinha nome não, era um marginal de ocasião. Homem, já te disse, diga isso de deus não, vão cair em cima com bala e punhal. Digo e falo pra quem quiser me matar, deus só é deus porque o diabo não é o cão.

Nathan Matos
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Veneno



Veneno

      Num sábado à tarde com o sol já decaindo na linha do horizonte, três homens conversavam sentados ao redor de uma mesa com uma aguardente bem branquinha e um prato azul com arroz, feijão, purê e postas de peixes torradinhas. Eles conversavam diversas trivialidades quando chegou um rapaz, bem apessoado e perguntou:
   _ Padrinho, estive estudando um pouco e descobri um método que lista vários nomes de uma coisa, objeto. Lembrei que você sempre chama cachaça de veneno.
  _ Foi? Pois eu não sabia que se chamava veneno, sempre chamei assim por conta própria.
_  Hum, pensei que já tinha ouvido. Mas é bem interessante o método
_  É, Bacana.
Os outros dois homens, ébrios, escutavam a conversa, calados, pois eram pessoas mais simples, um era trabalhador e outro vivia bebendo, definhava por sinal.
_ Afilhado, tive uma idéia. E, direcionando-se para a direita, pergunta para os dois bebinhos:
_ Fala aí um nome para cachaça!
_ Como assim?
_ Fala outro nome para designar essa bebida ora. Quando vai ao bar como você pede? Heim?
_ Ah! Então vamos jogar só entre nós  que estamos bebendo. Com teu afilhado não vale.
O padrinho assentiu.
_ hum... Traz a boa, boa! Inicia o bebinho trabalhador.
_ Ardosa! Responde o padrinho.
_ Vai Evandro, tua vez! Rogou o padrinho com um ar desacreditado.
_ Ah, eu? Hum, a boa!
_ Eu que falei essa! Retrucou o outro
_ Deixa eu ver, pinga! Balbuciou com uma voz lânguida e gutural.
  A cada resposta, eles petiscavam o tira-gosto e tomavam uma dose de água-benta. Até que depois de algumas rodadas a vez recaiu sobre o padrinho e se fiando a buscar em sua memória um nome que não houvesse já se referido. Pensou bastante. De repente, com olhos arregalados disse:
_ Água-que-passarinho-não-bebe. Sorriu triunfante.
Os outros cansados e sem novas palavras, deram-se por vencidos. O padrinho sarcasticamente comemorava sua vitória convidando-os a beber.
_ Meus caros, vamos continuar tomando nosso engasga-gato que meu afilhado já colheu bastantes sinônimos  para seu método onomasiológico. Bebamos!
E os três se esbanjaram até secar a garrafa.
25/10/10
 
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    -Queijo torrada goiabada e mel.Ah!...e um copo de chá fraco..sem açúcar...
    -Pois,não!!!
    -Oh!Giacomo quando voltas para a Itália?
    -Italia,Itália ..nao preciso mais dela.. não preciso mais de pátrias pútridas me prseguindo..
    Cansaço...
    -mas mais uma vez perdeste teus rumos..-perdi-me,perdeu-se...acabou...
    O que se foi...as armas depõem-se...
    Convergem...

    -Goibada ou  mel?
    -nenhum

    -mas sabes ernesto,não sei mais o que esperar e espero ,já desescrevi sobre tudo e prenuncio não há mais amanha nas minhas palavras...
    -como não se mesmo a existência inexistente das palavras pesrsiste.

    -está na época do trigo?
    -não mas nessa regiao  eles são cultivados ate fora das estações.
    -ouro que entrança as linhas que escrevo.
    -mais alguma coisa?

    -acredito somente que as coisas existem   porque sonhamos
    -Giacomo...tu e tuas literaturas de quinta


    -um café preto e uma água !
    -Pois,não!
    -Ah!que saudades deste solo que alimentou...saudades dos teus dedos e da grama sobre nos

    -Ernesto,minhas palavras são círculos rolando pelo ar..
    -Voce sabe que  os círculos de luz constroem o amanha
    -mas o amanha não existe para as minhas palavras...o amanha...
    O momento infinito da abertura e do fechamento ...sacrilegios num momento tão puro...dor e ardência nas paredes do meu ser...quero viver uma vida de alma em que não exista tempo...discursos de guerra e bocas fechadas...
    Apenas caminho...
    -Giacomo,a construção do hoje...
    -Ernesto ,as sensações sentidas do amanha...

    -ach!esse ar frio irrita minhas narinas.
    -se agasalhe bem é na próxima estação.

    -Ai esta ele ! imagine ,Giacomo divagava sobre o tempo  mas me diga meu caro .Que achas tu do amanha ?
    -celulas do indivisível,clã do sobrenatural meu caro Ernesto!
    Comprovadamente existente.
    -quase me convenceste meu caro Frederico.
    -natural da época em que me transportei-me.
    -Ah!Giacomo!!!o que  te  faltas?
    -saber que não há poeira ,nem luz,nem palavras...
    -de fato meu caro Giacomo.o amanha existe...
    Implacável...incontrolavel..como um ciclope furioso
    -entao plantaremos e amanha se colhera
    -macularemos e amanha se purificara
    -escreveremos e amanha se libertara

    -3 passagens por favor!
    -qual destino?
    -o amanha insondável...ha!ha!
    -Pois,não!!!

    -pois não o que os senhores desejam devorar?
    -o mundo e suas medidas mesquinhas
    -esse prato vem acompanhado de palavras luz e infinito.E um pouco de amanha.
    -sabe Ernesto,de repente me sinto em casa.
    -estamos na pátria perdida,Giacomo.
    -sim,mas falta um coisa meus companheiros.
    -posso trazer os pratos?
    -sim,mas com um copo de sombra gelada e insondável...
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    Dose

    E no desmantelo da tarde tudo acabou:. a casa caiu, buraco no chão, tem gente no rio, prédio afundou. quem mandou deus quebrar o mundo em dois? em três? já ouviu dizer que o mundo está pior do que bolacha de água e sal? mais esfarelado do que quando o diabo manda? O diabo não manda, atenta. Atenta... atenta pras coisas horrorosas que deus faz, querendo inventar de mudar o mundo assim na hora que lhe apraz. Rapaz, diga isso não. Digo! e grito: deus sabe de nada, quando falta farinha e feijão, bate logo o pé, criando terremoto, maremoto e traz tudo que é de coisa ruim pra esse mundo, miudinho, como se fosse o chaveiro dele. Tu pensa que é quem? Eu sou qualquer um, só não sou cabra ruim feito deus. Rapaz... Se deus fosse gente num tinha nome não, era um marginal de ocasião. Homem, já te disse, diga isso de deus não, vão cair em cima com bala e punhal. Digo e falo pra quem quiser me matar, deus só é deus porque o diabo não é o cão.

    Nathan Matos

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    Veneno



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          Num sábado à tarde com o sol já decaindo na linha do horizonte, três homens conversavam sentados ao redor de uma mesa com uma aguardente bem branquinha e um prato azul com arroz, feijão, purê e postas de peixes torradinhas. Eles conversavam diversas trivialidades quando chegou um rapaz, bem apessoado e perguntou:
       _ Padrinho, estive estudando um pouco e descobri um método que lista vários nomes de uma coisa, objeto. Lembrei que você sempre chama cachaça de veneno.
      _ Foi? Pois eu não sabia que se chamava veneno, sempre chamei assim por conta própria.
    _  Hum, pensei que já tinha ouvido. Mas é bem interessante o método
    _  É, Bacana.
    Os outros dois homens, ébrios, escutavam a conversa, calados, pois eram pessoas mais simples, um era trabalhador e outro vivia bebendo, definhava por sinal.
    _ Afilhado, tive uma idéia. E, direcionando-se para a direita, pergunta para os dois bebinhos:
    _ Fala aí um nome para cachaça!
    _ Como assim?
    _ Fala outro nome para designar essa bebida ora. Quando vai ao bar como você pede? Heim?
    _ Ah! Então vamos jogar só entre nós  que estamos bebendo. Com teu afilhado não vale.
    O padrinho assentiu.
    _ hum... Traz a boa, boa! Inicia o bebinho trabalhador.
    _ Ardosa! Responde o padrinho.
    _ Vai Evandro, tua vez! Rogou o padrinho com um ar desacreditado.
    _ Ah, eu? Hum, a boa!
    _ Eu que falei essa! Retrucou o outro
    _ Deixa eu ver, pinga! Balbuciou com uma voz lânguida e gutural.
      A cada resposta, eles petiscavam o tira-gosto e tomavam uma dose de água-benta. Até que depois de algumas rodadas a vez recaiu sobre o padrinho e se fiando a buscar em sua memória um nome que não houvesse já se referido. Pensou bastante. De repente, com olhos arregalados disse:
    _ Água-que-passarinho-não-bebe. Sorriu triunfante.
    Os outros cansados e sem novas palavras, deram-se por vencidos. O padrinho sarcasticamente comemorava sua vitória convidando-os a beber.
    _ Meus caros, vamos continuar tomando nosso engasga-gato que meu afilhado já colheu bastantes sinônimos  para seu método onomasiológico. Bebamos!
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