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Tecendo a Escritura

Olá, Nosso Blog é uma janela de acesso aos textos escritos no Laboratório de Criação Literária, in-disciplina desgovernada pelo Cid, professor da Universidade Federal do Ceará. Boa leitura!
Mostrando postagens com marcador Lili. Mostrar todas as postagens
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Soneto

Muitos erros cometidos para, enfim haver um acerto.
Sentimentos ofendidos para surgir o respeito.
Desse modo ela segue sua conturbada trilha
de alegria, tropeços, amores e tropeços.

Toda noite quando deita, imagina o dia que vem.
Tentando antecipar as doçuras de seu querer-bem.
Porém quando o encontrou, triste rosto apareceu
Despedindo-se em poucas palavras nenhum beijo lhe deu.

Acordou sobressaltada e desatou a chorar
percebendo que sua vida começaria a mudar
aquele a quem amava não mais estava lá.

Ainda tenta entender as razões de sua dor:
Será que é possível esquecer que um dia amou?
A resposta ela já sabe, nem precisa lhe dizer:
Esquecer que um dia amou é esquecer o que é viver.
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Liliane (Micro-conto)

Natimorto
Gritava.
Quando nasceu, calou-se.
Mais gritos, de dor.
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Soneto improvisado

.

Casas, muralhas, prédios
Tijolo, areia, água
Olho tudo, mas não compreendo
O sentido que tem o nada.

Quando o vento chega tocando o meu rosto
Sinto que voa minh'alma
Por lugares onde nunca andei
Me vem a almejada calma.

Chorando o encontrei
Sorrindo ele estava
Inconstância? Não sei! Só sei que me olhava.

Não sei mais se vivo
Pois estou inconsciente
Nas eternas ondas do infinito.
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    Despedindo-se em poucas palavras nenhum beijo lhe deu.

    Acordou sobressaltada e desatou a chorar
    percebendo que sua vida começaria a mudar
    aquele a quem amava não mais estava lá.

    Ainda tenta entender as razões de sua dor:
    Será que é possível esquecer que um dia amou?
    A resposta ela já sabe, nem precisa lhe dizer:
    Esquecer que um dia amou é esquecer o que é viver.

    [+/-]

    Liliane (Micro-conto)

    Natimorto
    Gritava.
    Quando nasceu, calou-se.
    Mais gritos, de dor.

    [+/-]

    Soneto improvisado

    .

    Casas, muralhas, prédios
    Tijolo, areia, água
    Olho tudo, mas não compreendo
    O sentido que tem o nada.

    Quando o vento chega tocando o meu rosto
    Sinto que voa minh'alma
    Por lugares onde nunca andei
    Me vem a almejada calma.

    Chorando o encontrei
    Sorrindo ele estava
    Inconstância? Não sei! Só sei que me olhava.

    Não sei mais se vivo
    Pois estou inconsciente
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