Ana Claudia
Tecendo a Escritura
Casas, muralhas, prédios
Tijolo, areia, água
Olho tudo, mas não compreendo
O sentido que tem o nada.
Quando o vento chega tocando o meu rosto
Sinto que voa minh'alma
Por lugares onde nunca andei
Me vem a almejada calma.
Chorando o encontrei
Sorrindo ele estava
Inconstância? Não sei! Só sei que me olhava.
Não sei mais se vivo
Pois estou inconsciente
Nas eternas ondas do infinito.
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Quem somos nós
" vamos nos tornando pouco compreendidos por aquelas pessoas inteligentes que não sabem que o artista vive só,que o valor absoluto das coisas que vê não importa para ele, que a escala de valores só pode ser encontrada nele mesmo."
(Marcel Proust)
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