• Home
  • Posts RSS
  • Comments RSS
  • Edit
Blue Orange Green Pink Purple

Tecendo a Escritura

Olá, Nosso Blog é uma janela de acesso aos textos escritos no Laboratório de Criação Literária, in-disciplina desgovernada pelo Cid, professor da Universidade Federal do Ceará. Boa leitura!
Mostrando postagens com marcador Gil Sousa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gil Sousa. Mostrar todas as postagens
ONTEM

O que restaram de ontem à noite foram as taças sujas de vinho e o embalo do teu corpo que ainda ressoa pelo meu, como uma música em que não se escuta outro som, senão, a melodia da palavra amor.      

FOTOS

Enquanto Helena revirava o baú de fotos, pensou:
Essa coisa de registrar o passado ainda vai nos mostrar
previsões seguras do futuro.

LINGUAGEM
O que que há?
Quem era aquele homem, papai?
Meu ex-professor de Retórica.

Gil Sousa
Read More 0 comentários | Postado por Tecendo a Escritura

EU


  – Teu egoísmo me espanta. Foi com esta frase que Pedro começou a tão adiada conversa com Fernanda, ao ouvi-la, ela deu um sorriso meio amarelado, pois sabia que hoje o seu homem não iria poupá-la de nada.
– Fernanda, foram cinco anos de doação plena e você nem se quer se despediu de mim! Por que tamanha frieza com a nossa paixão, com o amor que te dei? A tua vida foi a minha vida e eu era feliz, sabia? Vai, anda, me diz, olhando para mim que você também não foi feliz.
 Pedro já não tinha mais força de apontar o dedo para Fernanda e começou a chorar compulsivamente.
– Pedro, você sabe que eu fui feliz ao teu lado, só que os nossos planos já não são os mesmos. Eu não posso desistir da minha carreira profissional, logo agora que estou começando a me bancar do que faço.
– Você chama cantar na noite de carreira profissional?
– Quando eu te conheci, você também cantava na noite, sabia que sou feliz fazendo isso?
– Fernanda, a gente cantava por diversão e não para ganhar dinheiro.
 – Pedro, eu não nasci com herança como você. Poxa, tenho que correr atrás do meu, o seu já está ganho.
 – Você sabe que não é bem assim. Enquanto você só cantava, tive o cuidado de também estudar e terminar a faculdade de administração, enquanto você largou tudo no segundo semestre.
 – Meu bem, iria ser infeliz estudando aquelas teorias econômicas, desisti enquanto havia tempo de não me entregar ao conformismo.
– E você não me ama mais?
– Ainda sei cada gesto que te faz feliz, mas a gente está fazendo mal um ao outro, não lembro de ter essa fase nas nossas juras de amor.
– Eu só quero tê-la ao meu lado.
 – Mas ficando ao teu lado, eu não serei eu, serei a dona de casa e mãe dos nossos filhos, apenas. Eu quero mais, sabe Pedro, eu quero mais.
– Fica, por favor, pelo nosso amor.
– Teu egoísmo também me espanta, Pedro.
– A banda chegou, agora tenho que ir, senão, corro o risco de perder o voo para Itália.
– Eu posso te esperar?
– Não sei se volto ao Brasil, quero conhecer o mundo e realizar todos os sonhos que construímos à luz do pôr do sol da ponte metálica. Não tem mais jeito, cada um já fez a sua escolha.
–Eu escolhi você.
–Eu escolhi viver.

Gil Sousa 
Read More 0 comentários | Postado por Tecendo a Escritura

TEU CHEIRO

                
O teu cheiro ficou em mim,
E a cada vento que passa, me
Vem o teu sorriso, o teu abraço,
O teu beijo...

O teu cheiro ficou em mim,
E a cada vento que passa, me vem a sensação gostosa de
Estar contigo, das tuas palavras doces,
De tuas críticas salgadas à nossa maneira
De viver, de ver a sociedade, o mundo.

Quero guardar para sempre o teu
Cheiro em mim, pois sei que só assim,
Mesmo estando distante de ti, estarei
Com os momentos mais sublimes que vivemos.

  Gil Sousa

Read More 1 Comment | Postado por Tecendo a Escritura

A PALAVRA


Teria de ter algo para suportar as nossas dores, do contrário, não resistiríamos às constantes pressões. Teria de ter alguma coisa que nos servisse como ponte entre o real e o irreal, para que possamos escolher o lado onde ficar, quando não houver mais saída. É assim que vejo a palavra, como um remédio que cura as nossas cóleras cotidianas e mostra-nos os infinitos sentidos da vida. 
Read More 0 comentários | Postado por Tecendo a Escritura
Postagens mais antigas Página inicial

Color Paper

  • About
      About me. Edit this in the options panel.
  • Quem somos nós

    " vamos nos tornando pouco compreendidos por aquelas pessoas inteligentes que não sabem que o artista vive só,que o valor absoluto das coisas que vê não importa para ele, que a escala de valores só pode ser encontrada nele mesmo."



    (Marcel Proust)

    Escritores

    • Alice M. Frota (1)
    • Ana Claudia (3)
    • Ananda (7)
    • Camila Sâmia (8)
    • Cid (4)
    • Conto (10)
    • Diálogo (1)
    • Gil Sousa (4)
    • hai-cai (4)
    • Jaci Guerra (4)
    • Jesus Ximenes (6)
    • João Paulo (9)
    • Joelson Sampaio (3)
    • José Ailson Lemos (2)
    • Layana (4)
    • Lili (3)
    • Luciana Braga (10)
    • Luciene (3)
    • Madjer (9)
    • Memoria (1)
    • Memória (6)
    • Micro-conto (13)
    • Nathan Matos (7)
    • O que é a escritura? (9)
    • Poema de Amor (9)
    • Priscilla Falcao (1)
    • roberto (6)
    • Soneto (7)
    • Sonho (3)
    • Tatiane Sousa (6)
    • Texto dramático (3)

    Arquivos do Blog

    • ▼ 2010 (113)
      • ▼ dezembro (4)
        • Poema-imagem O OLHAR espelho                      ...
        • “Conversando aos infinitos”
        • "Paixão"
        • "Paixão"
      • ► novembro (38)
      • ► outubro (36)
      • ► setembro (35)

    Tecendo a Escritura

    [+/-]

    ONTEM

    O que restaram de ontem à noite foram as taças sujas de vinho e o embalo do teu corpo que ainda ressoa pelo meu, como uma música em que não se escuta outro som, senão, a melodia da palavra amor.      

    FOTOS

    Enquanto Helena revirava o baú de fotos, pensou:
    Essa coisa de registrar o passado ainda vai nos mostrar
    previsões seguras do futuro.

    LINGUAGEM
    O que que há?
    Quem era aquele homem, papai?
    Meu ex-professor de Retórica.

    Gil Sousa

    [+/-]

    EU


      – Teu egoísmo me espanta. Foi com esta frase que Pedro começou a tão adiada conversa com Fernanda, ao ouvi-la, ela deu um sorriso meio amarelado, pois sabia que hoje o seu homem não iria poupá-la de nada.
    – Fernanda, foram cinco anos de doação plena e você nem se quer se despediu de mim! Por que tamanha frieza com a nossa paixão, com o amor que te dei? A tua vida foi a minha vida e eu era feliz, sabia? Vai, anda, me diz, olhando para mim que você também não foi feliz.
     Pedro já não tinha mais força de apontar o dedo para Fernanda e começou a chorar compulsivamente.
    – Pedro, você sabe que eu fui feliz ao teu lado, só que os nossos planos já não são os mesmos. Eu não posso desistir da minha carreira profissional, logo agora que estou começando a me bancar do que faço.
    – Você chama cantar na noite de carreira profissional?
    – Quando eu te conheci, você também cantava na noite, sabia que sou feliz fazendo isso?
    – Fernanda, a gente cantava por diversão e não para ganhar dinheiro.
     – Pedro, eu não nasci com herança como você. Poxa, tenho que correr atrás do meu, o seu já está ganho.
     – Você sabe que não é bem assim. Enquanto você só cantava, tive o cuidado de também estudar e terminar a faculdade de administração, enquanto você largou tudo no segundo semestre.
     – Meu bem, iria ser infeliz estudando aquelas teorias econômicas, desisti enquanto havia tempo de não me entregar ao conformismo.
    – E você não me ama mais?
    – Ainda sei cada gesto que te faz feliz, mas a gente está fazendo mal um ao outro, não lembro de ter essa fase nas nossas juras de amor.
    – Eu só quero tê-la ao meu lado.
     – Mas ficando ao teu lado, eu não serei eu, serei a dona de casa e mãe dos nossos filhos, apenas. Eu quero mais, sabe Pedro, eu quero mais.
    – Fica, por favor, pelo nosso amor.
    – Teu egoísmo também me espanta, Pedro.
    – A banda chegou, agora tenho que ir, senão, corro o risco de perder o voo para Itália.
    – Eu posso te esperar?
    – Não sei se volto ao Brasil, quero conhecer o mundo e realizar todos os sonhos que construímos à luz do pôr do sol da ponte metálica. Não tem mais jeito, cada um já fez a sua escolha.
    –Eu escolhi você.
    –Eu escolhi viver.

    Gil Sousa 

    [+/-]

    TEU CHEIRO

                    
    O teu cheiro ficou em mim,
    E a cada vento que passa, me
    Vem o teu sorriso, o teu abraço,
    O teu beijo...

    O teu cheiro ficou em mim,
    E a cada vento que passa, me vem a sensação gostosa de
    Estar contigo, das tuas palavras doces,
    De tuas críticas salgadas à nossa maneira
    De viver, de ver a sociedade, o mundo.

    Quero guardar para sempre o teu
    Cheiro em mim, pois sei que só assim,
    Mesmo estando distante de ti, estarei
    Com os momentos mais sublimes que vivemos.

      Gil Sousa

    [+/-]

    A PALAVRA


    Teria de ter algo para suportar as nossas dores, do contrário, não resistiríamos às constantes pressões. Teria de ter alguma coisa que nos servisse como ponte entre o real e o irreal, para que possamos escolher o lado onde ficar, quando não houver mais saída. É assim que vejo a palavra, como um remédio que cura as nossas cóleras cotidianas e mostra-nos os infinitos sentidos da vida. 

    Tecnologia do Blogger.
    Ver meu perfil completo
    • ▼ 2010 (113)
      • ▼ dezembro (4)
        • Poema-imagem O OLHAR espelho                      ...
        • “Conversando aos infinitos”
        • "Paixão"
        • "Paixão"
      • ► novembro (38)
      • ► outubro (36)
      • ► setembro (35)
  • Search






    • Home
    • Posts RSS
    • Comments RSS
    • Edit

    © Copyright Tecendo a Escritura. All rights reserved.
    Designed by FTL Wordpress Themes | Bloggerized by FalconHive.com
    brought to you by Smashing Magazine

    Back to Top