• Home
  • Posts RSS
  • Comments RSS
  • Edit
Blue Orange Green Pink Purple

Tecendo a Escritura

Olá, Nosso Blog é uma janela de acesso aos textos escritos no Laboratório de Criação Literária, in-disciplina desgovernada pelo Cid, professor da Universidade Federal do Ceará. Boa leitura!
Mostrando postagens com marcador Micro-conto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Micro-conto. Mostrar todas as postagens

Funes
Quando dobrou a esquina lembrou-se do feijão.

Fim de caso
Escrevi no caderno o que apaguei da cabeça.
Read More 0 comentários | Postado por Tecendo a Escritura

Possibilidade

Caí da bicicleta e não chorei,
porque a dor me fez chegar ao longe..
Read More 0 comentários | Postado por Tecendo a Escritura
ONTEM

O que restaram de ontem à noite foram as taças sujas de vinho e o embalo do teu corpo que ainda ressoa pelo meu, como uma música em que não se escuta outro som, senão, a melodia da palavra amor.      

FOTOS

Enquanto Helena revirava o baú de fotos, pensou:
Essa coisa de registrar o passado ainda vai nos mostrar
previsões seguras do futuro.

LINGUAGEM
O que que há?
Quem era aquele homem, papai?
Meu ex-professor de Retórica.

Gil Sousa
Read More 0 comentários | Postado por Tecendo a Escritura

Micro-contos

Tensão

“Eu recomendo!
Falou a mãe sobre o namorado da filha.

Separação

A partir daí sua vida virou um filme mudo.

Ciúme

E o seu sofrimento gotejava em uma cascata de continhas brilhantes.

Análise. 

“Você fala demais!”
Disse o terapeuta.
Read More 0 comentários | Postado por Tecendo a Escritura

Microcontos do descontente

Tratamento pelo amor
O marido recém-curado da amnésia: ainda quero o divórcio.
___________
Coerência
O rouxinol, mascote da Casa de Apoio aos Surdos, cessou de cantar.
___________
Roda de leitura da biblioteca do Sanatório
-- Não gostei: Clarice é entediantemente coerente.


Keyla Freires
Read More 0 comentários | Postado por Tecendo a Escritura
.
Quente

Das bordas para o
centro

                                         Ana Claudia
Read More 0 comentários | Postado por Tecendo a Escritura

Energia

Uma tempestade com seus raios e trovões vários
daqui sinto tuas letras em vida no antes inanimado.

                        
Read More 0 comentários | Postado por Tecendo a Escritura

Contínuo

Pés solitários naquela valsa triste
mantêm-se semivivos
à magia dos bandolins.
              
                                   
Read More 0 comentários | Postado por Tecendo a Escritura

...

***


Escobar entrou quando Bentinho saiu...
_____

- E aí, como foi?!
- Esqueceu a cueca e o gozo...
_____

- E aí, ele é bom?
- Sabe somar, não pensa em multiplicar, adora subtrair, mas...
sinceramente... é péssimo em dividir!
_____

- Professor, o senhor poderia...
- Eu não estou aqui...
_____

- Professor, o que devo escrever agora?
- Salve-se quem puder!!!
_____

O ciúmes o empurrou pela janela enquanto ela subia de elevador.
_____

O poeta suicidou-se a caminho da editora.
_____

- 1,2,3 e... (O sinal abriu).
_____

- Benzinho, eu morro por você...
- Mas não enterrará o defunto!
_____

- Benzinho, te darei tudo o que quiseres...
- Casa!
_____

- Ei má bó lá?
- Bó má sóoo...
_____

- Quero te dizer as coisas mais lindas do mundo...
- Êita, o Paranjana!
_____

Ela tem toda a beleza que o mundo pode proporcionar, e nenhuma vergonha na cara.
_____

Nos opostos da sala: ela com fome e ele com sono.
_____

Nos opostos da sala: uma com água na boca, a outra mordendo os lábios.
_____

Nos opostos da sala: ele dizia que sim, o outro dizia também.
_____

- Alô telefonista?!!!
- Lero-lero, lero-lero...
_____

- É AGORA!!! É AGORA!!! (A TV desliga e o sleep nunca mais será o mesmo).
_____

- Joãozinho, coloquemos pedacinhos de pão no caminho. (Os passarinhos nunca mais serão os mesmos).

[Madjer]

***
Read More 0 comentários | Postado por Tecendo a Escritura

Mas não se mata uma lembrança?


C. detém-se estática por longo instante. Quando foi a última vez que chorei? Ela tenta lembrar parada bem no meio da cozinha. Muita coisa deixada pra trás, estancada. Foi o jeito. Toma a faca com displicência e abre uma babosa suculenta. O centro pegajoso e fedorento traz à tona a desforra: a lâmina enfiada no ventre dele, suas órbitas tremeluzindo surpresa e desespero mudo. O tempo não descoloriu nenhum detalhe, pelo contrário, destila em bálsamo.

José Ailson Lemos
Read More 0 comentários | Postado por Tecendo a Escritura

Felicidade


no cabaré a puta sorria...

Nathan Matos
Read More 0 comentários | Postado por Tecendo a Escritura

Dragões

Mas não eram dragões?
Enlouqueceu Sancho?

Nathan Matos
Read More 1 Comment | Postado por Tecendo a Escritura

Brasil


Terra à vista, gritou Cabral.
E nadou em direção às índias.

Nathan Matos
Read More 0 comentários | Postado por Tecendo a Escritura
Postagens mais antigas Página inicial

Color Paper

  • About
      About me. Edit this in the options panel.
  • Quem somos nós

    " vamos nos tornando pouco compreendidos por aquelas pessoas inteligentes que não sabem que o artista vive só,que o valor absoluto das coisas que vê não importa para ele, que a escala de valores só pode ser encontrada nele mesmo."



    (Marcel Proust)

    Escritores

    • Alice M. Frota (1)
    • Ana Claudia (3)
    • Ananda (7)
    • Camila Sâmia (8)
    • Cid (4)
    • Conto (10)
    • Diálogo (1)
    • Gil Sousa (4)
    • hai-cai (4)
    • Jaci Guerra (4)
    • Jesus Ximenes (6)
    • João Paulo (9)
    • Joelson Sampaio (3)
    • José Ailson Lemos (2)
    • Layana (4)
    • Lili (3)
    • Luciana Braga (10)
    • Luciene (3)
    • Madjer (9)
    • Memoria (1)
    • Memória (6)
    • Micro-conto (13)
    • Nathan Matos (7)
    • O que é a escritura? (9)
    • Poema de Amor (9)
    • Priscilla Falcao (1)
    • roberto (6)
    • Soneto (7)
    • Sonho (3)
    • Tatiane Sousa (6)
    • Texto dramático (3)

    Arquivos do Blog

    • ▼ 2010 (113)
      • ▼ dezembro (4)
        • Poema-imagem O OLHAR espelho                      ...
        • “Conversando aos infinitos”
        • "Paixão"
        • "Paixão"
      • ► novembro (38)
      • ► outubro (36)
      • ► setembro (35)

    Tecendo a Escritura

    [+/-]


    Funes
    Quando dobrou a esquina lembrou-se do feijão.

    Fim de caso
    Escrevi no caderno o que apaguei da cabeça.

    [+/-]

    Possibilidade

    Caí da bicicleta e não chorei,
    porque a dor me fez chegar ao longe..

    [+/-]

    ONTEM

    O que restaram de ontem à noite foram as taças sujas de vinho e o embalo do teu corpo que ainda ressoa pelo meu, como uma música em que não se escuta outro som, senão, a melodia da palavra amor.      

    FOTOS

    Enquanto Helena revirava o baú de fotos, pensou:
    Essa coisa de registrar o passado ainda vai nos mostrar
    previsões seguras do futuro.

    LINGUAGEM
    O que que há?
    Quem era aquele homem, papai?
    Meu ex-professor de Retórica.

    Gil Sousa

    [+/-]

    Micro-contos

    Tensão

    “Eu recomendo!
    Falou a mãe sobre o namorado da filha.

    Separação

    A partir daí sua vida virou um filme mudo.

    Ciúme

    E o seu sofrimento gotejava em uma cascata de continhas brilhantes.

    Análise. 

    “Você fala demais!”
    Disse o terapeuta.

    [+/-]

    Microcontos do descontente

    Tratamento pelo amor
    O marido recém-curado da amnésia: ainda quero o divórcio.
    ___________
    Coerência
    O rouxinol, mascote da Casa de Apoio aos Surdos, cessou de cantar.
    ___________
    Roda de leitura da biblioteca do Sanatório
    -- Não gostei: Clarice é entediantemente coerente.


    Keyla Freires

    [+/-]

    .
    Quente

    Das bordas para o
    centro

                                             Ana Claudia

    [+/-]

    Energia

    Uma tempestade com seus raios e trovões vários
    daqui sinto tuas letras em vida no antes inanimado.

                            

    [+/-]

    Contínuo

    Pés solitários naquela valsa triste
    mantêm-se semivivos
    à magia dos bandolins.
                  
                                       

    [+/-]

    ...

    ***


    Escobar entrou quando Bentinho saiu...
    _____

    - E aí, como foi?!
    - Esqueceu a cueca e o gozo...
    _____

    - E aí, ele é bom?
    - Sabe somar, não pensa em multiplicar, adora subtrair, mas...
    sinceramente... é péssimo em dividir!
    _____

    - Professor, o senhor poderia...
    - Eu não estou aqui...
    _____

    - Professor, o que devo escrever agora?
    - Salve-se quem puder!!!
    _____

    O ciúmes o empurrou pela janela enquanto ela subia de elevador.
    _____

    O poeta suicidou-se a caminho da editora.
    _____

    - 1,2,3 e... (O sinal abriu).
    _____

    - Benzinho, eu morro por você...
    - Mas não enterrará o defunto!
    _____

    - Benzinho, te darei tudo o que quiseres...
    - Casa!
    _____

    - Ei má bó lá?
    - Bó má sóoo...
    _____

    - Quero te dizer as coisas mais lindas do mundo...
    - Êita, o Paranjana!
    _____

    Ela tem toda a beleza que o mundo pode proporcionar, e nenhuma vergonha na cara.
    _____

    Nos opostos da sala: ela com fome e ele com sono.
    _____

    Nos opostos da sala: uma com água na boca, a outra mordendo os lábios.
    _____

    Nos opostos da sala: ele dizia que sim, o outro dizia também.
    _____

    - Alô telefonista?!!!
    - Lero-lero, lero-lero...
    _____

    - É AGORA!!! É AGORA!!! (A TV desliga e o sleep nunca mais será o mesmo).
    _____

    - Joãozinho, coloquemos pedacinhos de pão no caminho. (Os passarinhos nunca mais serão os mesmos).

    [Madjer]

    ***

    [+/-]

    Mas não se mata uma lembrança?


    C. detém-se estática por longo instante. Quando foi a última vez que chorei? Ela tenta lembrar parada bem no meio da cozinha. Muita coisa deixada pra trás, estancada. Foi o jeito. Toma a faca com displicência e abre uma babosa suculenta. O centro pegajoso e fedorento traz à tona a desforra: a lâmina enfiada no ventre dele, suas órbitas tremeluzindo surpresa e desespero mudo. O tempo não descoloriu nenhum detalhe, pelo contrário, destila em bálsamo.

    José Ailson Lemos

    [+/-]

    Felicidade


    no cabaré a puta sorria...

    Nathan Matos

    [+/-]

    Dragões

    Mas não eram dragões?
    Enlouqueceu Sancho?

    Nathan Matos

    [+/-]

    Brasil


    Terra à vista, gritou Cabral.
    E nadou em direção às índias.

    Nathan Matos

    Tecnologia do Blogger.
    Ver meu perfil completo
    • ▼ 2010 (113)
      • ▼ dezembro (4)
        • Poema-imagem O OLHAR espelho                      ...
        • “Conversando aos infinitos”
        • "Paixão"
        • "Paixão"
      • ► novembro (38)
      • ► outubro (36)
      • ► setembro (35)
  • Search






    • Home
    • Posts RSS
    • Comments RSS
    • Edit

    © Copyright Tecendo a Escritura. All rights reserved.
    Designed by FTL Wordpress Themes | Bloggerized by FalconHive.com
    brought to you by Smashing Magazine

    Back to Top