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Tecendo a Escritura

Olá, Nosso Blog é uma janela de acesso aos textos escritos no Laboratório de Criação Literária, in-disciplina desgovernada pelo Cid, professor da Universidade Federal do Ceará. Boa leitura!
ONTEM

O que restaram de ontem à noite foram as taças sujas de vinho e o embalo do teu corpo que ainda ressoa pelo meu, como uma música em que não se escuta outro som, senão, a melodia da palavra amor.      

FOTOS

Enquanto Helena revirava o baú de fotos, pensou:
Essa coisa de registrar o passado ainda vai nos mostrar
previsões seguras do futuro.

LINGUAGEM
O que que há?
Quem era aquele homem, papai?
Meu ex-professor de Retórica.

Gil Sousa
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EU


  – Teu egoísmo me espanta. Foi com esta frase que Pedro começou a tão adiada conversa com Fernanda, ao ouvi-la, ela deu um sorriso meio amarelado, pois sabia que hoje o seu homem não iria poupá-la de nada.
– Fernanda, foram cinco anos de doação plena e você nem se quer se despediu de mim! Por que tamanha frieza com a nossa paixão, com o amor que te dei? A tua vida foi a minha vida e eu era feliz, sabia? Vai, anda, me diz, olhando para mim que você também não foi feliz.
 Pedro já não tinha mais força de apontar o dedo para Fernanda e começou a chorar compulsivamente.
– Pedro, você sabe que eu fui feliz ao teu lado, só que os nossos planos já não são os mesmos. Eu não posso desistir da minha carreira profissional, logo agora que estou começando a me bancar do que faço.
– Você chama cantar na noite de carreira profissional?
– Quando eu te conheci, você também cantava na noite, sabia que sou feliz fazendo isso?
– Fernanda, a gente cantava por diversão e não para ganhar dinheiro.
 – Pedro, eu não nasci com herança como você. Poxa, tenho que correr atrás do meu, o seu já está ganho.
 – Você sabe que não é bem assim. Enquanto você só cantava, tive o cuidado de também estudar e terminar a faculdade de administração, enquanto você largou tudo no segundo semestre.
 – Meu bem, iria ser infeliz estudando aquelas teorias econômicas, desisti enquanto havia tempo de não me entregar ao conformismo.
– E você não me ama mais?
– Ainda sei cada gesto que te faz feliz, mas a gente está fazendo mal um ao outro, não lembro de ter essa fase nas nossas juras de amor.
– Eu só quero tê-la ao meu lado.
 – Mas ficando ao teu lado, eu não serei eu, serei a dona de casa e mãe dos nossos filhos, apenas. Eu quero mais, sabe Pedro, eu quero mais.
– Fica, por favor, pelo nosso amor.
– Teu egoísmo também me espanta, Pedro.
– A banda chegou, agora tenho que ir, senão, corro o risco de perder o voo para Itália.
– Eu posso te esperar?
– Não sei se volto ao Brasil, quero conhecer o mundo e realizar todos os sonhos que construímos à luz do pôr do sol da ponte metálica. Não tem mais jeito, cada um já fez a sua escolha.
–Eu escolhi você.
–Eu escolhi viver.

Gil Sousa 
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TEU CHEIRO

                
O teu cheiro ficou em mim,
E a cada vento que passa, me
Vem o teu sorriso, o teu abraço,
O teu beijo...

O teu cheiro ficou em mim,
E a cada vento que passa, me vem a sensação gostosa de
Estar contigo, das tuas palavras doces,
De tuas críticas salgadas à nossa maneira
De viver, de ver a sociedade, o mundo.

Quero guardar para sempre o teu
Cheiro em mim, pois sei que só assim,
Mesmo estando distante de ti, estarei
Com os momentos mais sublimes que vivemos.

  Gil Sousa

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A PALAVRA


Teria de ter algo para suportar as nossas dores, do contrário, não resistiríamos às constantes pressões. Teria de ter alguma coisa que nos servisse como ponte entre o real e o irreal, para que possamos escolher o lado onde ficar, quando não houver mais saída. É assim que vejo a palavra, como um remédio que cura as nossas cóleras cotidianas e mostra-nos os infinitos sentidos da vida. 
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Escritura?!


-E agora?
-é sufocante ser pressionada a escrever .
-mas você sempre escreve o que te sufoca não é ?
-talvez...
-è fantastico te ver pressionada.
-não entendi?!
-é engraçado ver você buscando as palavras ,querendo-as e conmo sempre no momento em que você ...
-que eu mais preciso delas ?! NÃO , eu nao preciso .
-nao era isso que eu ia dizer .
- o que entao?
-que voce as pega e elas se metamorfoseiam , se enroscam em voce , te afogam ,te sufocam e te matam ...e voce se fenisqueia ...
-o que é isso,"fenisqueia"?!
-renasce das cinzas ...
-mas eu fui afogada e sufocada ...nesse momento o relogio aperta o meu pulso ,o ar frio tenta penetrar nos meus poros ,e essa sufocação...
-indefinivel universo da criaçao cinzas esparsas me lembram palavras em destroços ,que se re...
-sabe ,lembrei agora que voce falou em destroços dos escritores expressionistas do pós-guerra...e de durante a guerra ...sufoco causado pelo desespero.
-voce me atrapalhou...
-o que dizias?
-ah!esquece-me...
-engraçado...voce esqueceu de si ou do que voce ia falar..
-nao faças perguntas sobre mim ,voce sabe que eu nao me conheço.
-e nem escreve e nem pensa...
-ah! eu só quero botar pra fora o que incomoda ...
-o que te incomoda ?
-ás vezes que eu tento falar e voce nao escuta ,qundo eu grito...e voce só faz as suas atividades pateticas do dia ...voce é ridicula!
-Triste! voce tambem é!
-isso é pra mim deixar de ser intrometida .eu nunca deveria ter sido concebida.

"Voce nao foi concebida e sim descoberta ,penetrada,desentranhada ...muitas vezes eu te cuspi,eu te xinguei,e te banhei de lagrimaas.Quando algo me doía nós nos condoiamos e bailavamos aos sons...o dia mais bonito que pra mim existiu naquela margem do caminho da vida que no meu passo falso cambaleante e cansado eu tropeçei e levantaste-me .abriste-me os olhos e me deste a chave.Entrei e me vi sufocada de tantas coisas juntas vi tudo o que tinha vivido até ali,libertei os grilhoes das coisas presas e descobri que nao tinha mais onde segurar e sufoquei outra vez ,.Entao me deste a mao e me guiaste ,eu emergi .E no fim algo branco no fim do tunel ,cheiro de grafite sujando o branco.O branco inundou-se de cinzas.Talvez carvao talvez diamante ,talvez cristal lapidado pela agua do mar.
tuas maos brincam com o fogo ,com a agua,com o ceu ,com as paisagens...
brincam com os animais ,as plantas e toda especie de seres vivos ...
tuas maos brincam com os homens ,os arcanjos e o mal...e os seres mais fantasticos ...
tuas maos brincam comigo me acariciam como um bafo leve de fogo ,me batem como as ondas fortes da mare alta ,elas tambem sao quentes ...quentes como as tuas maos sobre o meu eu...cansado e sempre sufocado...perdido e ainda uma vez reencontrado...
toda sorte de bobagens ,todo um mundo de inconcistencias e inconciencias ...
e tuas maos ...
toda vida cotidiana e tuas maos a me salvear dela ...
um desespero ...algo suaviza...nesse momento em que a sufocaçao ,sufoca a mim e ati unimo-nos num só...
vejo o branco...
sinto o velho cheiro...
grafite e cinza...
vejo pontas...coisas sobre o branco...
enfim...a escrita...





Priscilla Falcao
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Hai-Cai

Amor e Morte
Infinito iminente do fim
caminho para as reticencias.

Priscilla Falcão
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Soneto

Muitos erros cometidos para, enfim haver um acerto.
Sentimentos ofendidos para surgir o respeito.
Desse modo ela segue sua conturbada trilha
de alegria, tropeços, amores e tropeços.

Toda noite quando deita, imagina o dia que vem.
Tentando antecipar as doçuras de seu querer-bem.
Porém quando o encontrou, triste rosto apareceu
Despedindo-se em poucas palavras nenhum beijo lhe deu.

Acordou sobressaltada e desatou a chorar
percebendo que sua vida começaria a mudar
aquele a quem amava não mais estava lá.

Ainda tenta entender as razões de sua dor:
Será que é possível esquecer que um dia amou?
A resposta ela já sabe, nem precisa lhe dizer:
Esquecer que um dia amou é esquecer o que é viver.
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Liliane (Micro-conto)

Natimorto
Gritava.
Quando nasceu, calou-se.
Mais gritos, de dor.
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Hai-cais

(I)
A vida amanhece em um pranto de chorões
Irrompe em uma paixão de peônias
E envelhece com a doçura das cerejeiras.

(II)
Névoa na montanha:
flutuar de rouxinóis
e ninfas dançantes.

(III)
Flores de outono:
pra cantar tanta beleza
servem os hai-cais.

(IV)
Córregos tão claros
com carpas na correnteza:
rubis no cristal.

(V)
Por toda a floresta
as folhas de chá exalam
fecundos aromas.
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Micro-contos

Tensão

“Eu recomendo!
Falou a mãe sobre o namorado da filha.

Separação

A partir daí sua vida virou um filme mudo.

Ciúme

E o seu sofrimento gotejava em uma cascata de continhas brilhantes.

Análise. 

“Você fala demais!”
Disse o terapeuta.
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Memória

A grande verdade é que eu vivo de memória. Minha vida é feita de uma constante batalha contra as lembranças: para apagá-las, para guardá-las e sobretudo para vivê-las. E essas memórias são feitas principalmente de pessoas. Guardo as primeiras vezes impregnadas pelos detalhes mais triviais de todas as mulheres que amei, de modo que luto contra a névoa espessa e difusa da memória para evitar que os astros prateados de cada lembrança escapem dos meus dedos.

Eles propagam seu brilho há anos-luz daqui. Em cada um deles seu lusco-fusco cintilante me lembra de cartas, conversas, abraços, beijos, cheiros, pele, braços – vontade de enlaçar-se nesses braços – vozes, bocas, corpos. E todos esses astros são pérolas encrustadas no meu coração. Logo, arrancá-los implicaria num sofrimento sangrento. Pessoas, assim como lembranças, são únicas, e não podem ser alienadas.

Algumas dessas pérolas precisaram ser arrancadas com a violência que se rasga uma ostra, mas para preservação de mim mesmo. Hoje elas estão perdidas no buraco negro da memória, e, por mais que eu tente chamá-las, elas já foram aglutinadas para virar ondas-gama nos confins do passado. Afinal, assim como a vida se decompõe, nem as pérolas escapam ao nada. 

Sofro com lembranças persistentes, perdidas ou roubadas, que sucederam-se em outras vidas. Mas não há nada pior do que não viver as lembranças que eu mesmo criei. As que nasceram do meu próprio coração e estão doendo, esperando para serem vividas.

E então lembro dos teus olhos coloridos de azul-calmaria. Afinal, todo o teu corpo é calma e fragilidade.
Logo fui arrastado pela correnteza do teu azul aquático, e tudo o que minhas parcas estrelas-vagalume conseguem brilhar no vão dilatado da minha memória são abraços desconcertados, teus olhos brilhantes, que me negavam em tons de verde, azul e cinza; pedaços de uma sequência ébria que em vão ainda tento reconstruir. 

E no meu coração os astros de futuras memórias agonizam como bebês que nascem mortos. Porque todos os sóis, corações e desenhos que fiz pra você ainda estão na minha gaveta. Todas as serenatas ainda vão esperar mortificadas garganta adentro, de mão dadas com as cordas silenciadas do meu violão. 

Existe mal mais feroz do que amar lembranças do desconhecido?
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Nevoeiro


Com quantos amigos se faz um bom dia?
De quantas lágrimas nasce a alegria?
De quantos sorrisos brota o cansaço?
De quantos momentos surge a euforia?

Em sinuosas vias o amor aparece.
Dor corrosiva: a inquietação cresce.
Por tua pele minha vida evanesce
Meu corpo todo, um esforço uma prece:

Que meus olhos não se esvaiam em vazio,
Que meu coração não seja cinismo,
Que meu destino não seja o abismo.

Mas em meus ouvidos só ouço vento.
Em minha alma só palpita corpo.
Uma vez esquecimento, já é morto.
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Ausência

Há muito tempo o amor sofre ameaças:
Ser limitado, aprisionado, definido.
Como as areias oscilantes de uma ampulheta,
ser sempre o reverso de outro amor,
ranço do que já foi.

                       ***

O amor não é e jamais será boa coisa.
É um poço de areia movediça:
uma vez imerso, não há mais volta.
Tudo passa a ser uma ânsia febril por presença
como o viciado em abstinência por sua heroína.
O passar das horas será marcado
pelo resquício de um sonho que
deixa um gosto bom na boca.
E a existência será uma busca
faminta e alucinada
por antever o cheiro de braços
e sentir o tremor de uma voz
doce e grave nos ouvidos.
Os sentidos serão inebriados
pelas gotículas embaçadas de um nevoeiro
onde nos perdemos nos labirintos de atenções e carinhos.

                       ***

Mas toda presença leva a uma ausência:
De chamas para cinzas.
De neblina para chuva ácida.
De amantes para amigos.
De “te amo” para "bom dia”.
Da boca só escorrerão palavras amargas
E todos os momentos serão maculados
pela fuligem do esquecimento.
O mundo será surdo e distorcido como uma vida submersa.
As cartas de amor serão serragem
a se desperdiçar na multidões.

                       ***

Sedimentam-se os grãos arenosos do tempo,
e a eles se misturam flocos de amor e esperança.
Todo o amor uma vez depositado em alguém
se tornará pedra.
Quando somos jovens, acreditamos
que sempre há um novo começo
Mas verdadeiros começos
nascem poucas vezes.
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Mãe



Meu campeão, ouço a voz genitora
No aconchegante regaço materno
Alimento-me de minha auspiciadora
Energia vital dum elo sempiterno
Tenho sua voz, a sua tez
Sua índole e o seu amor
Nunca cometi nenhuma insensatez
Jamais quis vossa dor
Quero dar-lhe louvores, glórias
Enaltecê-la em meus versos
Dizer o quanto eu te amo
O céu  batizou-te Lúcia, a Luz
Do Sol, das Estrelas, da Lua
Tu és o brilho resplandente em mim.
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Parado em pé


Sinto o amanhecer
Escuto vagarosamente
Uma música
Tento reconhecer
Nada me vem a mente
Só uma sensação rústica
Quando acordo cedo
No frio da manhã
Vem-me a sonoridade da canção
Traz-me um momento ledo
Paixão vã
De um cego coração.
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Fui menino



Vejo tudo que está ao meu redor
Um pensamento intrusivo me invade
Lembro-me das muitas sensações
Chorei um dia quando voltei da praia
Senti saudades das ondas a marulhar
Não quis deixá-las sozinhas
Tive medo de minha mãe ver-me chorar
Disse que minha irmã batera-me, chorei
Recobro as danações de moleque levado
Espiava a empregada no banho
Jogava bola até escurecer
Atirava pedra com estilingue
Subia no pé de abacate
Corria, pulava,sorria, vivia
Comia acerola do cacho
Soltava pipa, apanhava pássaros
Imitava o Tarzan em minhas aventuras
Na selva da casa da vovó
Quando escurecia tomava um banho
E corria para os braços de mamãe.

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Microcontos


Au revoir do Prazer
Desistiu. Chamou-lhe de fogo de palha. Sucumbiu às falsas esperanças.

Rasgou
Estourou! Você gozou?Não! Coloque outra!

Arroz doce
Está na xícara em cima do fogão, branquinho cheirando a canela.

Vontade
Espera, deixe-me colocar só mais um pouquinho. Ok, só mais um pouquinho... de sal!

Lá vem
Lá vem ela, lá vem ela, olha a boa, dropou uma onda!

Blusas
Tua blusa roxa e a minha listrada jogadas no chão.

Exercícios
Seis e meia da manhã no campo jogado por vários braços!

Sugestivo
Uma hora, oito reais, duas, dezesseis reais, três, vinte reais. Aulas particulares
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    Tecendo a Escritura

    [+/-]

    ONTEM

    O que restaram de ontem à noite foram as taças sujas de vinho e o embalo do teu corpo que ainda ressoa pelo meu, como uma música em que não se escuta outro som, senão, a melodia da palavra amor.      

    FOTOS

    Enquanto Helena revirava o baú de fotos, pensou:
    Essa coisa de registrar o passado ainda vai nos mostrar
    previsões seguras do futuro.

    LINGUAGEM
    O que que há?
    Quem era aquele homem, papai?
    Meu ex-professor de Retórica.

    Gil Sousa

    [+/-]

    EU


      – Teu egoísmo me espanta. Foi com esta frase que Pedro começou a tão adiada conversa com Fernanda, ao ouvi-la, ela deu um sorriso meio amarelado, pois sabia que hoje o seu homem não iria poupá-la de nada.
    – Fernanda, foram cinco anos de doação plena e você nem se quer se despediu de mim! Por que tamanha frieza com a nossa paixão, com o amor que te dei? A tua vida foi a minha vida e eu era feliz, sabia? Vai, anda, me diz, olhando para mim que você também não foi feliz.
     Pedro já não tinha mais força de apontar o dedo para Fernanda e começou a chorar compulsivamente.
    – Pedro, você sabe que eu fui feliz ao teu lado, só que os nossos planos já não são os mesmos. Eu não posso desistir da minha carreira profissional, logo agora que estou começando a me bancar do que faço.
    – Você chama cantar na noite de carreira profissional?
    – Quando eu te conheci, você também cantava na noite, sabia que sou feliz fazendo isso?
    – Fernanda, a gente cantava por diversão e não para ganhar dinheiro.
     – Pedro, eu não nasci com herança como você. Poxa, tenho que correr atrás do meu, o seu já está ganho.
     – Você sabe que não é bem assim. Enquanto você só cantava, tive o cuidado de também estudar e terminar a faculdade de administração, enquanto você largou tudo no segundo semestre.
     – Meu bem, iria ser infeliz estudando aquelas teorias econômicas, desisti enquanto havia tempo de não me entregar ao conformismo.
    – E você não me ama mais?
    – Ainda sei cada gesto que te faz feliz, mas a gente está fazendo mal um ao outro, não lembro de ter essa fase nas nossas juras de amor.
    – Eu só quero tê-la ao meu lado.
     – Mas ficando ao teu lado, eu não serei eu, serei a dona de casa e mãe dos nossos filhos, apenas. Eu quero mais, sabe Pedro, eu quero mais.
    – Fica, por favor, pelo nosso amor.
    – Teu egoísmo também me espanta, Pedro.
    – A banda chegou, agora tenho que ir, senão, corro o risco de perder o voo para Itália.
    – Eu posso te esperar?
    – Não sei se volto ao Brasil, quero conhecer o mundo e realizar todos os sonhos que construímos à luz do pôr do sol da ponte metálica. Não tem mais jeito, cada um já fez a sua escolha.
    –Eu escolhi você.
    –Eu escolhi viver.

    Gil Sousa 

    [+/-]

    TEU CHEIRO

                    
    O teu cheiro ficou em mim,
    E a cada vento que passa, me
    Vem o teu sorriso, o teu abraço,
    O teu beijo...

    O teu cheiro ficou em mim,
    E a cada vento que passa, me vem a sensação gostosa de
    Estar contigo, das tuas palavras doces,
    De tuas críticas salgadas à nossa maneira
    De viver, de ver a sociedade, o mundo.

    Quero guardar para sempre o teu
    Cheiro em mim, pois sei que só assim,
    Mesmo estando distante de ti, estarei
    Com os momentos mais sublimes que vivemos.

      Gil Sousa

    [+/-]

    A PALAVRA


    Teria de ter algo para suportar as nossas dores, do contrário, não resistiríamos às constantes pressões. Teria de ter alguma coisa que nos servisse como ponte entre o real e o irreal, para que possamos escolher o lado onde ficar, quando não houver mais saída. É assim que vejo a palavra, como um remédio que cura as nossas cóleras cotidianas e mostra-nos os infinitos sentidos da vida. 

    [+/-]

    Escritura?!


    -E agora?
    -é sufocante ser pressionada a escrever .
    -mas você sempre escreve o que te sufoca não é ?
    -talvez...
    -è fantastico te ver pressionada.
    -não entendi?!
    -é engraçado ver você buscando as palavras ,querendo-as e conmo sempre no momento em que você ...
    -que eu mais preciso delas ?! NÃO , eu nao preciso .
    -nao era isso que eu ia dizer .
    - o que entao?
    -que voce as pega e elas se metamorfoseiam , se enroscam em voce , te afogam ,te sufocam e te matam ...e voce se fenisqueia ...
    -o que é isso,"fenisqueia"?!
    -renasce das cinzas ...
    -mas eu fui afogada e sufocada ...nesse momento o relogio aperta o meu pulso ,o ar frio tenta penetrar nos meus poros ,e essa sufocação...
    -indefinivel universo da criaçao cinzas esparsas me lembram palavras em destroços ,que se re...
    -sabe ,lembrei agora que voce falou em destroços dos escritores expressionistas do pós-guerra...e de durante a guerra ...sufoco causado pelo desespero.
    -voce me atrapalhou...
    -o que dizias?
    -ah!esquece-me...
    -engraçado...voce esqueceu de si ou do que voce ia falar..
    -nao faças perguntas sobre mim ,voce sabe que eu nao me conheço.
    -e nem escreve e nem pensa...
    -ah! eu só quero botar pra fora o que incomoda ...
    -o que te incomoda ?
    -ás vezes que eu tento falar e voce nao escuta ,qundo eu grito...e voce só faz as suas atividades pateticas do dia ...voce é ridicula!
    -Triste! voce tambem é!
    -isso é pra mim deixar de ser intrometida .eu nunca deveria ter sido concebida.

    "Voce nao foi concebida e sim descoberta ,penetrada,desentranhada ...muitas vezes eu te cuspi,eu te xinguei,e te banhei de lagrimaas.Quando algo me doía nós nos condoiamos e bailavamos aos sons...o dia mais bonito que pra mim existiu naquela margem do caminho da vida que no meu passo falso cambaleante e cansado eu tropeçei e levantaste-me .abriste-me os olhos e me deste a chave.Entrei e me vi sufocada de tantas coisas juntas vi tudo o que tinha vivido até ali,libertei os grilhoes das coisas presas e descobri que nao tinha mais onde segurar e sufoquei outra vez ,.Entao me deste a mao e me guiaste ,eu emergi .E no fim algo branco no fim do tunel ,cheiro de grafite sujando o branco.O branco inundou-se de cinzas.Talvez carvao talvez diamante ,talvez cristal lapidado pela agua do mar.
    tuas maos brincam com o fogo ,com a agua,com o ceu ,com as paisagens...
    brincam com os animais ,as plantas e toda especie de seres vivos ...
    tuas maos brincam com os homens ,os arcanjos e o mal...e os seres mais fantasticos ...
    tuas maos brincam comigo me acariciam como um bafo leve de fogo ,me batem como as ondas fortes da mare alta ,elas tambem sao quentes ...quentes como as tuas maos sobre o meu eu...cansado e sempre sufocado...perdido e ainda uma vez reencontrado...
    toda sorte de bobagens ,todo um mundo de inconcistencias e inconciencias ...
    e tuas maos ...
    toda vida cotidiana e tuas maos a me salvear dela ...
    um desespero ...algo suaviza...nesse momento em que a sufocaçao ,sufoca a mim e ati unimo-nos num só...
    vejo o branco...
    sinto o velho cheiro...
    grafite e cinza...
    vejo pontas...coisas sobre o branco...
    enfim...a escrita...





    Priscilla Falcao

    [+/-]

    Hai-Cai

    Amor e Morte
    Infinito iminente do fim
    caminho para as reticencias.

    Priscilla Falcão

    [+/-]

    Soneto

    Muitos erros cometidos para, enfim haver um acerto.
    Sentimentos ofendidos para surgir o respeito.
    Desse modo ela segue sua conturbada trilha
    de alegria, tropeços, amores e tropeços.

    Toda noite quando deita, imagina o dia que vem.
    Tentando antecipar as doçuras de seu querer-bem.
    Porém quando o encontrou, triste rosto apareceu
    Despedindo-se em poucas palavras nenhum beijo lhe deu.

    Acordou sobressaltada e desatou a chorar
    percebendo que sua vida começaria a mudar
    aquele a quem amava não mais estava lá.

    Ainda tenta entender as razões de sua dor:
    Será que é possível esquecer que um dia amou?
    A resposta ela já sabe, nem precisa lhe dizer:
    Esquecer que um dia amou é esquecer o que é viver.

    [+/-]

    Liliane (Micro-conto)

    Natimorto
    Gritava.
    Quando nasceu, calou-se.
    Mais gritos, de dor.

    [+/-]

    Hai-cais

    (I)
    A vida amanhece em um pranto de chorões
    Irrompe em uma paixão de peônias
    E envelhece com a doçura das cerejeiras.

    (II)
    Névoa na montanha:
    flutuar de rouxinóis
    e ninfas dançantes.

    (III)
    Flores de outono:
    pra cantar tanta beleza
    servem os hai-cais.

    (IV)
    Córregos tão claros
    com carpas na correnteza:
    rubis no cristal.

    (V)
    Por toda a floresta
    as folhas de chá exalam
    fecundos aromas.

    [+/-]

    Micro-contos

    Tensão

    “Eu recomendo!
    Falou a mãe sobre o namorado da filha.

    Separação

    A partir daí sua vida virou um filme mudo.

    Ciúme

    E o seu sofrimento gotejava em uma cascata de continhas brilhantes.

    Análise. 

    “Você fala demais!”
    Disse o terapeuta.

    [+/-]

    Memória

    A grande verdade é que eu vivo de memória. Minha vida é feita de uma constante batalha contra as lembranças: para apagá-las, para guardá-las e sobretudo para vivê-las. E essas memórias são feitas principalmente de pessoas. Guardo as primeiras vezes impregnadas pelos detalhes mais triviais de todas as mulheres que amei, de modo que luto contra a névoa espessa e difusa da memória para evitar que os astros prateados de cada lembrança escapem dos meus dedos.

    Eles propagam seu brilho há anos-luz daqui. Em cada um deles seu lusco-fusco cintilante me lembra de cartas, conversas, abraços, beijos, cheiros, pele, braços – vontade de enlaçar-se nesses braços – vozes, bocas, corpos. E todos esses astros são pérolas encrustadas no meu coração. Logo, arrancá-los implicaria num sofrimento sangrento. Pessoas, assim como lembranças, são únicas, e não podem ser alienadas.

    Algumas dessas pérolas precisaram ser arrancadas com a violência que se rasga uma ostra, mas para preservação de mim mesmo. Hoje elas estão perdidas no buraco negro da memória, e, por mais que eu tente chamá-las, elas já foram aglutinadas para virar ondas-gama nos confins do passado. Afinal, assim como a vida se decompõe, nem as pérolas escapam ao nada. 

    Sofro com lembranças persistentes, perdidas ou roubadas, que sucederam-se em outras vidas. Mas não há nada pior do que não viver as lembranças que eu mesmo criei. As que nasceram do meu próprio coração e estão doendo, esperando para serem vividas.

    E então lembro dos teus olhos coloridos de azul-calmaria. Afinal, todo o teu corpo é calma e fragilidade.
    Logo fui arrastado pela correnteza do teu azul aquático, e tudo o que minhas parcas estrelas-vagalume conseguem brilhar no vão dilatado da minha memória são abraços desconcertados, teus olhos brilhantes, que me negavam em tons de verde, azul e cinza; pedaços de uma sequência ébria que em vão ainda tento reconstruir. 

    E no meu coração os astros de futuras memórias agonizam como bebês que nascem mortos. Porque todos os sóis, corações e desenhos que fiz pra você ainda estão na minha gaveta. Todas as serenatas ainda vão esperar mortificadas garganta adentro, de mão dadas com as cordas silenciadas do meu violão. 

    Existe mal mais feroz do que amar lembranças do desconhecido?

    [+/-]

    Nevoeiro


    Com quantos amigos se faz um bom dia?
    De quantas lágrimas nasce a alegria?
    De quantos sorrisos brota o cansaço?
    De quantos momentos surge a euforia?

    Em sinuosas vias o amor aparece.
    Dor corrosiva: a inquietação cresce.
    Por tua pele minha vida evanesce
    Meu corpo todo, um esforço uma prece:

    Que meus olhos não se esvaiam em vazio,
    Que meu coração não seja cinismo,
    Que meu destino não seja o abismo.

    Mas em meus ouvidos só ouço vento.
    Em minha alma só palpita corpo.
    Uma vez esquecimento, já é morto.

    [+/-]

    Ausência

    Há muito tempo o amor sofre ameaças:
    Ser limitado, aprisionado, definido.
    Como as areias oscilantes de uma ampulheta,
    ser sempre o reverso de outro amor,
    ranço do que já foi.

                           ***

    O amor não é e jamais será boa coisa.
    É um poço de areia movediça:
    uma vez imerso, não há mais volta.
    Tudo passa a ser uma ânsia febril por presença
    como o viciado em abstinência por sua heroína.
    O passar das horas será marcado
    pelo resquício de um sonho que
    deixa um gosto bom na boca.
    E a existência será uma busca
    faminta e alucinada
    por antever o cheiro de braços
    e sentir o tremor de uma voz
    doce e grave nos ouvidos.
    Os sentidos serão inebriados
    pelas gotículas embaçadas de um nevoeiro
    onde nos perdemos nos labirintos de atenções e carinhos.

                           ***

    Mas toda presença leva a uma ausência:
    De chamas para cinzas.
    De neblina para chuva ácida.
    De amantes para amigos.
    De “te amo” para "bom dia”.
    Da boca só escorrerão palavras amargas
    E todos os momentos serão maculados
    pela fuligem do esquecimento.
    O mundo será surdo e distorcido como uma vida submersa.
    As cartas de amor serão serragem
    a se desperdiçar na multidões.

                           ***

    Sedimentam-se os grãos arenosos do tempo,
    e a eles se misturam flocos de amor e esperança.
    Todo o amor uma vez depositado em alguém
    se tornará pedra.
    Quando somos jovens, acreditamos
    que sempre há um novo começo
    Mas verdadeiros começos
    nascem poucas vezes.

    [+/-]

    Mãe



    Meu campeão, ouço a voz genitora
    No aconchegante regaço materno
    Alimento-me de minha auspiciadora
    Energia vital dum elo sempiterno
    Tenho sua voz, a sua tez
    Sua índole e o seu amor
    Nunca cometi nenhuma insensatez
    Jamais quis vossa dor
    Quero dar-lhe louvores, glórias
    Enaltecê-la em meus versos
    Dizer o quanto eu te amo
    O céu  batizou-te Lúcia, a Luz
    Do Sol, das Estrelas, da Lua
    Tu és o brilho resplandente em mim.

    [+/-]

    Parado em pé


    Sinto o amanhecer
    Escuto vagarosamente
    Uma música
    Tento reconhecer
    Nada me vem a mente
    Só uma sensação rústica
    Quando acordo cedo
    No frio da manhã
    Vem-me a sonoridade da canção
    Traz-me um momento ledo
    Paixão vã
    De um cego coração.

    [+/-]

    Fui menino



    Vejo tudo que está ao meu redor
    Um pensamento intrusivo me invade
    Lembro-me das muitas sensações
    Chorei um dia quando voltei da praia
    Senti saudades das ondas a marulhar
    Não quis deixá-las sozinhas
    Tive medo de minha mãe ver-me chorar
    Disse que minha irmã batera-me, chorei
    Recobro as danações de moleque levado
    Espiava a empregada no banho
    Jogava bola até escurecer
    Atirava pedra com estilingue
    Subia no pé de abacate
    Corria, pulava,sorria, vivia
    Comia acerola do cacho
    Soltava pipa, apanhava pássaros
    Imitava o Tarzan em minhas aventuras
    Na selva da casa da vovó
    Quando escurecia tomava um banho
    E corria para os braços de mamãe.

    [+/-]

    Microcontos


    Au revoir do Prazer
    Desistiu. Chamou-lhe de fogo de palha. Sucumbiu às falsas esperanças.

    Rasgou
    Estourou! Você gozou?Não! Coloque outra!

    Arroz doce
    Está na xícara em cima do fogão, branquinho cheirando a canela.

    Vontade
    Espera, deixe-me colocar só mais um pouquinho. Ok, só mais um pouquinho... de sal!

    Lá vem
    Lá vem ela, lá vem ela, olha a boa, dropou uma onda!

    Blusas
    Tua blusa roxa e a minha listrada jogadas no chão.

    Exercícios
    Seis e meia da manhã no campo jogado por vários braços!

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    Uma hora, oito reais, duas, dezesseis reais, três, vinte reais. Aulas particulares

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